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		<title>Própolis verde</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 18:57:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Própolis verde mineira conquista mercado internacional BELO HORIZONTE (8/11/2019) – Quando se fala em apicultura, a associação com a produção de mel é imediata. O produto é o mais representativo do segmento e o volume produzido no estado é de pouco mais de 4 mil toneladas (10% da produção nacional). Mas a apicultura tem outros [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Própolis verde mineira conquista mercado internacional</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">BELO HORIZONTE (8/11/2019) – Quando se fala em apicultura, a associação com a produção de mel é imediata. O produto é o mais representativo do segmento e o volume produzido no estado é de pouco mais de 4 mil toneladas (10% da produção nacional). Mas a apicultura tem outros produtos explorados comercialmente, a exemplo da própolis verde, típica de algumas regiões do estado, que vem despertando o interesse no mercado internacional e ganhando espaço entre os produtos exportados pelo segmento.<br>&nbsp;<br>A própolis é uma resina natural que a abelha usa para proteger as colmeias, bastante procurada por suas propriedades medicinais. Suas características são reconhecidas como antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória, além de ser rica em vitaminas e diversos minerais. A sua composição varia de acordo com a área geográfica e os diferentes tipos de plantas das quais é recolhida. É exatamente neste ponto que entra o diferencial de Minas Gerais na produção da própolis verde, obtida nos locais onde é abundante a presença do alecrim-do-campo (planta que fornece as características da própolis verde). Esse tipo de própolis é considerado especial devido à sua composição e concentração das propriedades medicinais.<br>&nbsp;<br>Com produção estimada em torno de cem toneladas, a própolis verde mineira tem certificação de Denominação de Origem concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em 2016. Delimitada como “Região da Própolis Verde de Minas Gerais”, a área abrange 102 municípios, distribuídos no Sul, Centro-Oeste e Leste do estado. As regiões produtoras de própolis verde apresentam solo ácido e altos teores de ferro, característicos de locais com exploração de minério.<br>&nbsp;<br><strong>Do problema à exportação</strong><br>&nbsp;<br>O empresário e presidente da Federação Mineira de Apicultura (Femap), Cézar Ramos Júnior começou a trabalhar com abelhas, no início da década de 80, com foco direcionado para a produção de mel e cera. Sua trajetória na atividade vem sendo construída em Bambuí, município localizado no Centro-Oeste do estado, que pertence à região reconhecida pelo INPI com a Denominação de Origem. “Quando comecei, a própolis era considerada um problema, pois atrapalhava o manejo das colmeias e a colheita do mel. Para resolver a situação, todos os anos limpávamos as colmeias, raspando e jogando a própolis fora”, lembra.<br>&nbsp;<br>Os primeiros interessados na compra da própolis apareceram em 86. Nessa época, sua produção média de própolis verde era de 250 gramas por colmeia, colhida uma vez no ano, durante a limpeza das caixas. “Eu tinha apenas 13 anos e fui participando de cursos sobre criação de abelhas e me aprimorando na atividade, com o foco voltado para o manejo racional e as boas práticas de produção”, conta Ramos. Segundo o apicultor, o interesse internacional pela própolis verde mineira começou em 89, durante o Apimondia, realizado no Rio de Janeiro, naquele ano. O evento é considerado a principal vitrine da apicultura internacional, abrindo oportunidades para o compartilhamento de tecnologias, tendências de mercado e realização de negócios. “Naquela edição do Apimondia, os empresários japoneses tiveram contato com a própolis verde mineira e, a partir daí, começou o comércio formalizado da nossa produção para o Japão”, contextualiza Cézar Ramos, que também é diretor da Associação Brasileira das Empresas Exportadoras de Mel, Própolis e Derivados (Abemel).<br>&nbsp;<br>Na última edição do Apimondia, realizado em setembro deste ano, no Canadá, a produção mineira de própolis verde ganhou destaque perante o mercado internacional. A produção audiovisual intitulada “Green Propolis: a Gift from Brazilian Nature to the World” (Própolis Verde: Um Presente da Natureza Brasileira para o Mundo) conquistou a medalha de bronze no concurso World Beekeeping Awards Apimondia 2019 na Categoria vídeo, e o prêmio foi recebido pelo apicultor Cézar Ramos.<br>Crescimento<br>&nbsp;<br>Nessas três décadas (de 89 a 2019), a demanda do mercado japonês aumentou, consideravelmente. As exportações, também, se expandiram para outros países da Ásia, como China, Coréia, além da Europa, Estados Unidos, e também houve crescimento do consumo interno brasileiro. Do volume anual de 250 gramas, a produtividade média da própolis verde saltou para 1,5 kg/colmeia/ano com a utilização de métodos com vários tipos de coletores que facilitam o trabalho, com colheitas semanais no período de safra, nos meses de novembro a maio, coincidindo com o período de clima quente e chuvoso.<br>&nbsp;<br>O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e os órgãos vinculados (Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA), desenvolve diversas ações de apoio à produção e comercialização, por meio da assistência técnica, dos programas de certificação, além do registro e inspeção sanitária dos estabelecimentos que processam o mel e seus derivados. Segundo o assessor especial da Seapa, Frederico Ozanam de Souza, para a atuação efetiva do governo, é necessário que o produtor esteja com a sua atividade regularizada. “É necessária a regularização na área ambiental e, também, registrar o apiário no IMA, formalizando a atividade. Não tem como o governo atuar sem o produtor dizer onde ele está localizado, quanto ele tem de produção e quais as suas dificuldades”, pondera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Própolis verde mineira conquista mercado internacional</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ano, também foram retomadas as atividades da Câmara Técnica de Mel e Produtos das Abelhas. Vinculadas à Secretaria de Agricultura, as câmaras técnicas assumem o papel de fórum de integração, discussão e busca de soluções para todos os segmentos das cadeias produtivas do agronegócio mineiro que elas representam, fornecendo subsídios e estudos para a atuação do Conselho Estadual de Política Agrícola (CEPA). Depois de quatro anos paralisada, a câmara técnica do segmento da apicultura se reuniu em setembro deste ano. “Consideramos esse momento bastante importante, porque é justamente dentro dessas câmaras que o setor produtivo e as instituições públicas envolvidas discutem os gargalos que o setor vem enfrentando e, numa ação de parceria, podem encontrar os caminhos para o desenvolvimento do setor”, finaliza o assessor técnico da Seapa, Frederico Ozanam.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Apicultura em Minas</strong><br>&nbsp;<br>Segundo levantamentos da Emater-MG, a atividade apícola está presente em 580 municípios mineiros e gera em torno de 45 mil empregos diretos e indiretos no estado. A empresa realiza o trabalho de assistência técnica e extensão rural a 7,1 mil produtores, entre pequenos, médios e grandes.<br>&nbsp;<br><strong>Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais – Assessoria de Comunicação Social<br>&nbsp;<br>Jornalista Responsável: Márcia França<br>Tel: (31) 3915-8543/8552<br>www.agricultura.mg.gov.br<br>facebook.com/agriculturamg<br>Twitter: @agriculturamg<br>Fotos: Arquivo pessoal/Cézar Ramos Júnior</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado em:&nbsp;<strong>08/11/2019</strong></p>



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